O secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, Valdinho Jacinto Caetano, está em Londres para conhecer de perto o aparato e as operações de segurança relacionadas aos Jogos Olímpicos. Acompanhado de outros dirigentes do Ministério da Justiça, Caetano está colhendo informações nos locais de competição (como o Parque Olímpico, por exemplo) e conversando com chefes de operações policiais e agentes.
O objetivo é a observação in loco, a análise das medidas de segurança das competições e o aperfeiçoamento da preparação brasileira para os eventos que o Brasil vai receber nos próximos anos, incluindo as Olimpíadas de 2016. A chegada da tocha olímpica, por exemplo, por ser uma operação complexa do ponto de vista da segurança, foi acompanhada por policiais brasileiros.
A preparação do Brasil, constata Caetano, está alinhada aos padrões internacionais. “Nada do que foi feito fora do Brasil é diferente do que estamos planejando e isso é muito bom, pois reforça nossa convicção de que estamos preparados e trabalhando no caminho certo”, analisa.
Na semana passada, Caetano esteve em Washington onde participou de um curso do Programa de Assistência ao Antiterrorismo (ATA, na sigla em inglês) sobre Gerenciamento Avançado de Crises e ministrado para servidores brasileiros de segurança pública.
Segundo o secretário, o curso serviu para o Brasil aprender com os erros dos outros países. “Uma das vulnerabilidades determinantes para a tragédia do 11 de Setembro foi a deficiência na comunicação entre as instituições americanas”, explicou.
A Sesge
A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos foi criada em agosto de 2011 e vai integrar as forças policias existentes no país, criar padrões de atendimento e treinamento e deixar um legado de segurança, tanto do ponto de vista tecnológico, como de infraestrutura e capacitação.
É sua missão promover a integração de polícias dos estados das doze cidades-sede com as Polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Força Nacional de Segurança Pública, além de polícias estrangeiras, como a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Essa integração vai envolver também outros órgãos federais, estaduais e municipais (Anvisa, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, concessionárias de energia, gás, luz).
Ouça no topo áudio com o secretário Valdinho Caetano
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