Na cerimônia de adesão do estado do Rio Grande do Sul e da capital, Porto Alegre, ao programa Crack, é possível vencer, representantes da sociedade civil falaram ao Blog do Ministério da Justiça sobre o trabalho de combate ao uso do crack e outras drogas no estado e sobre a iniciativa proposta pelo governo federal para o enfrentamento do problema.
João Rocha (no topo) é membro da Fundação Pão dos Pobres, que atende 1.200 crianças e jovens em situação de vulnerabilidade e contato direto com drogas. Para ele, os recursos que serão destinados ao estado, que totalizam R$ 103 milhões, vão permitir o trabalho em rede, capaz de fazer com que famílias se organizem, dependentes tenham tratamento e instituições possam promover ações de prevenção e ressocialização.
O presidente do Núcleo de Apoio e Ressocialização Pessoal, João Carlos Osório, acompanha de perto o universo das drogas. Além do trabalho no núcleo, João Carlos tem um filho dependente químico. Presente na cerimônia, defendeu que a droga é a coisa mais mal educada que se pode encontrar. “Ela não bate na porta, ela não pede licença. Quando percebemos, já está instalada na nossa casa. Aí começam os problemas”.
Em seu discurso, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo explicou as linhas de atuação do Programa Crack, é possível vencer, que até 2014 investirá R$ 4 bilhões em todo o Brasil. Para Cardozo, não basta reprimir os narcotraficantes ou oferecer tratamento de saúde ao usuário. É preciso uma ação de prevenção. Este plano está estruturado nessas três perspectivas”, afirmou o ministro.
