Os municípios que têm menos de 200 mil habitantes podem implementar serviços de prevenção, abordagem social, acolhimento e cuidado voltados aos usuários de crack, contando com o repasse de recursos financeiros já disponibilizados pelos Ministérios da Justiça (MJ), Saúde (MS), Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e Educação (MEC). Foi isso que motivou o Governo Federal a realizar via TV NBR uma teleconferência voltada a prefeitos e secretários municipais interessados em seguir as diretrizes da política nacional de enfrentamento às drogas.
O programa será reprisado pela NBR nos dias 28 (às 18h), 29 (às 11h), 30 (às 23h) e 31 (às 15h). O programa também será exibido via Internet, por meio dos links:
http://www.youtube.com/user/ebcnarede e http://www.brasil.gov.br/crackepossivelvencer/home.
A exibição da teleconferência atende a uma demanda de gestores municipais que acompanham as ações de expansão do Programa ‘Crack, é possível vencer’ em todo o país. No mês passado, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e os ministérios envolvidos promoveram seis reuniões por videoconferência com representantes dos 26 estados, Distrito Federal e mais de 130 municípios com população superior a 200 mil habitantes, explicando os procedimentos para implementação do programa, desde a criação dos comitês gestores e pactuação até oficinas de alinhamento e monitoramento da execução.
Desta vez, o Governo Federal dá orientações aos municípios com menos de 200 mil habitantes, que embora não possuam o perfil estabelecido para adesão ao Programa ‘Crack, é possível vencer’, podem captar e receber verbas federais para implementar ações locais preventivas ao uso de drogas, de atendimento aos dependentes químicos e de capacitação, nas áreas de segurança pública, saúde, assistência social e educação. Diferentemente dos entes federados que participaram das videoconferências anteriores, os municípios menos populosos não terão acesso ao sistema informatizado para inserção dos respectivos planos de ação. Esses municípios devem acompanhar a divulgação da abertura de editais, termos de aceite e cadastramento, a depender dos critérios e sistemática de cada ministério.
Financiamento
Para receber verba para ações de segurança pública, os municípios devem ficar atentos aos editais da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, que são lançados anualmente, sendo preciso submeter projeto para concorrer por meio de seleção pública. Dentre as linhas de financiamento, estão contemplados projetos de prevenção primária e secundária da violência; realização de cursos de capacitação de profissionais de segurança pública municipal e de gestores municipais; implementação de ações de acesso aos serviços de segurança pública e proteção a grupos em situação de vulnerabilidade e campanhas de entrega voluntária de armas.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do MJ e o Ministério da Educação também promovem cursos para educadores e outros profissionais, qualificando as ações educativas nas escolas e fortalecendo o contato com a comunidade do território circunscrito à unidade escolar. A Senad disponibiliza material publicitário de prevenção às drogas e realiza concursos com o objetivo de incentivar a discussão sobre a questão das drogas no ambiente escolar e o envolvimento da comunidade acadêmica, além de motivar a reflexão acerca do assunto, por meio da linguagem visual. Até o dia 15 de maio, estão abertas inscrições para concursos de cartazes, fotografias, vídeos, música e monografia, com o tema ‘A Educação na Prevenção ao Uso de Drogas’.
No âmbito da saúde, o MS oferece recursos para aumentar a rede de saúde mental, com foco no usuário, e fortalecer o cuidado em saúde, financiando, dentre outros equipamentos, unidades básicas de saúde e núcleos de apoio à família, além da formação de equipes multidisciplinares e de consultório na rua. Os municípios pequenos podem ainda se unir e formar uma ‘região de saúde’, para integrar serviços e receber mais recursos, tendo o direito, por exemplo, de solicitar a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad). Para solicitar recursos na área de saúde, o gestor municipal deve acessar o portal do Ministério da Saúde, que explica passo a passo como realizar o cadastro e qual a documentação exigida.
Na área de Desenvolvimento Social, o MDS já tem apoiado a ampliação da rede nos municípios com maior concentração populacional, oferecendo Centros de Referência de Assistência Social (CREAS), Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) e Unidades de Acolhimento. Os municípios com população abaixo de 200 mil habitantes também contam com uma rede já instalada de serviços de assistência social, devendo expandir a oferta e potencializar o trabalho integrado com as outras áreas. A maioria das cidades brasileiras já possui Centros de Referência de Assistência Social – CRAS.
Ações integradas
O Governo Federal recomenda que os municípios adotem práticas integradas entre os serviços de saúde e assistência social, com planejamento conjunto e dinâmica de trabalho aproximada, de forma a qualificar a atenção aos usuários de crack. Nas cenas de uso do crack, os assistentes sociais do Serviço Especializado em Abordagem Social podem trabalhar em conjunto com as equipes dos consultórios na rua, iniciativa apoiada pelo Ministério da Saúde e que faz uma primeira avaliação dos usuários e dependentes de drogas, observando as necessidades de cada um deles e encaminhando-os aos serviços específicos de saúde.
A depender da avaliação, o usuário pode seguir para serviços de tratamento ambulatorial, a exemplo do CAPS; de internação ou de pronto-atendimento. Os profissionais de assistência social também vão às ruas, para identificar e atender pessoas em situação de vulnerabilidade e risco, que têm dificuldades em acessar seus direitos de cidadania e serviços públicos. As equipes de abordagem social fazem um atendimento inicial, conhecendo o usuário e sua trajetória de vida, descobrindo as demandas no campo da assistência social e realizando os encaminhamentos necessários.
A guarda municipal, assim como a polícia de proximidade, também pode atuar de forma articulada às equipes de abordagem. Os profissionais de segurança pública devem ser capacitados a saber indicar quais os serviços de assistência social e saúde que prestam atendimento ao usuário. Os setores governamentais também podem ajudar na localização e apoio à família do usuário, para uma possível retomada ao convívio familiar ou ao mercado de trabalho.
É importante destacar que o SUAS oferece o Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas/Trabalho), que direciona o cidadão a cursos do Pronatec e oportunidades de emprego. Os municípios devem ficar atentos ao site do MDS, pois já foram pactuados os critérios para destinação de recursos para apoiar o Acessuas 2013 e o termo de aceite será disponibilizado em breve. Os recursos do MDS são destinados com base no perfil dos municípios. Sendo assim, os gestores devem focar atenção no cadastramento único, nos registros mensais de atendimento, no preenchimento do Censo e no prontuário do SUAS.
Leia mais
A educação na prevenção das drogas
Operação Simultânea inibe crimes na faixa de fronteira
Ministro pede prioridade à pauta de segurança na Câmara: “A sociedade exige isso”
Como assistir à Teleconferência
Operadoras de TV por assinatura:
A TELECOM – 696
CTBC VIA SATÉLITE BRASIL – 694
DTH FAMILY TELECOMUNICACOES LTDA – 116
VOCE TV – 198
VIA EMBRATEL – 125
GVT – 230
SKY – 146
STAR SAT – 29
OI – 25
Recepção Digital de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Polarização: Horizontal
Frequência: 3632
Padrão: DVB-S
SYMBOL RATE: 4.6875
FEC 3/4
PID DE VÍDEO: 0308
PID DE ÁUDIO: 0256
PID DE PCR: 8190
Recepção Analógica de Satélite (Antena Parabólica):
Satélite: Star One C2
Posição Orbital do Satélite: 70°W
Freq.: 4030
Banda L : 1120
Polarização : Vertical