O Estado do Pará e as cidades de Belém, Ananindeua e Santarém assinam, nesta sexta-feira (10/05), o termo de adesão ao Programa ‘Crack, é possível vencer’. Ao todo, serão investidos pelo governo federal R$ 38 milhões para aumentar a oferta de serviços de tratamento aos usuários de crack e o enfrentamento do tráfico de drogas ilícitas, além de capacitação, ações de prevenção nas escolas e fortalecimento e ampliação das redes de atenção de saúde e assistência social para atendimento integrado e de longo prazo.
A cerimônia de assinatura do termo de adesão ao programa acontece no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, na capital paraense, a partir das 10h30, durante o Encontro Estadual com Novos Prefeitos e Prefeitas. O governo federal será representado pela ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e pela ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
Por ser interministerial, o programa do governo federal conta com ações dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos. Na área de segurança pública, o Ministério da Justiça (MJ) irá aportar recursos que totalizam R$ 9,7 milhões na compra de cinco bases móveis, 100 câmeras de videomonitoramento, dez viaturas, dez motocicletas, 250 armas de condutividade elétrica e 750 espargidores de pimenta, além da capacitação de 240 profissionais de segurança pública que atuarão nessas bases e 120 policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
Dentre as bases móveis adquiridas, a cidade de Belém/PA irá receber três, a partir do final de julho deste ano, enquanto que Ananindeua e Santarém receberão uma base, cada uma, com entrega prevista para agosto de 2014. Cada base conta com 20 câmeras, dois carros, duas motocicletas, 50 armas de condutividade elétrica e 150 espargidores.
O MJ disponibilizará ainda ao Pará R$ 244 mil para capacitar 447 educadores, 255 conselheiros, 64 lideranças religiosas, 96 operadores do Direito e 32 Comunidades Terapêuticas, além de 64 vagas no curso Supera (sistema para detecção do uso abusivo e dependência de substâncias psicoativas: encaminhamento, intervenção breve, reinserção social e acompanhamento).
Saúde
Para as ações da área da saúde, serão investidos R$ 26 milhões no Pará. Na distribuição desses recursos, Belém vai receber, até 2014, R$ 15 milhões para a qualificação dos quatro Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS) I existentes para transformá-los em CAPS III; a construção de um CAPS Álcool e Drogas (AD) III e a criação de quatro novas Unidades de Acolhimento (UA), sendo duas destinadas ao público adulto e duas às crianças e adolescentes. A verba para a capital do Pará também será investida na construção de um Consultório na Rua, de 15 leitos de saúde mental no hospital geral e de três vagas em comunidades terapêuticas.
Santarém irá receber, até o final de 2014, R$ 6,2 milhões para ter um novo CAPS AD III; duas Unidades de Acolhimento, sendo uma UA adulto e uma infanto-juvenil; dez leitos de saúde mental; um Consultório na Rua e 25 vagas em comunidades terapêuticas. Já Ananindeua contará com aporte financeiro de R$ 4,8 milhões para um CAPS AD III; uma UA adulto; uma UA infanto-juvenil e dez vagas em leitos de saúde mental.
Assistência Social
A partir deste ano, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) priorizou o fortalecimento e ampliação do Serviço Especializado de Abordagem Social. A meta para o Pará é apoiar a implantação de sete equipes de abordagem social para o trabalho integrado com as equipes de saúde que atuam no Consultório na Rua.
Desde 2012, já estão sendo investidos no Pará R$ 350 mil para apoiar esse serviço, que é desenvolvido por meio dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Até 2014, a previsão é que o governo federal invista R$ 420 mil para fortalecer os trabalhos de abordagem social nas ruas, totalizando, no período de 2012 a 2014, R$ 2 milhões em investimentos.
No que diz respeito à assistência social do Pará, serão fortalecidas as atividades de 235 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que desenvolvem trabalhos preventivos e de acompanhamento às famílias em situação de vulnerabilidade social, em especial famílias em situação de pobreza e 95 Creas, que fazem o acompanhamento às famílias em situação de risco pessoal e social, além de um Centro para População em Situação de Rua (Centro POP).
Adesão
Com esta nova adesão, já somam oito municípios incluídos no processo de expansão do Programa ‘Crack, é possível vencer’ em 2013. Esta semana, além dos municípios paraenses de Belém, Ananindeua e Santarém, aderiram ao programa as cidades paraibanas de João Pessoa e Campina Grande, no dia 08/05, e três municípios do Rio Grande do Norte – Natal, Mossoró e Parnamirim – que assinaram o termo de adesão no dia 7/05.
O Pará é a 17º unidade federativa a implementar as ações do Programa ‘Crack, é possível vencer’. Já aderiram ao programa o Distrito Federal e os Estados de Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Norte e Paraíba. O programa interministerial conta com os Ministérios da Justiça, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Educação, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
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