Entre os dias 29 e 31 de maio, será realizada em Washington-DC, nos Estados Unidos, a reunião do Grupo de Peritos para o Controle de Lavagem de Dinheiro (Lavex). O grupo é um foro discussão, análise e construção de políticas contra a lavagem de dinheiro no âmbito interamericano.
A reunião abordará temas como os avanços atingidos no sistema de confisco de bens, com enfoque na investigação patrimonial. Também serão abordados os estudos que identificam mecanismos eficientes no intercâmbio de informações para prevenção e repressão à lavagem de dinheiro.
Os peritos se encontram duas vezes ao ano, sendo uma delas na sede da Organização, em Washington, e a outra na capital do país que estiver na presidência daquele ano. Desde 2012, o Brasil exerce a vice-presidência do Lavex e assumirá a liderança dos trabalhos em 2013, presidindo a reunião que ocorrerá em setembro, em Brasília-DF.
“A eleição do Brasil à presidência do Lavex demonstra o reconhecimento da comunidade internacional em relação aos esforços nacionais em tornar mais eficiente a persecução da lavagem de dinheiro”, explica o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.
Criado em 1999, dentro da estrutura da Organização dos Estados Americanos, no âmbito da Comissão Interamericana de Controle ao Abuso de Drogas (CICAD), o Lavex tem como os principais resultados obtidos neste foro o guia de aspectos normativos para a criação e o desenvolvimento de instituições especializadas em administração de bens apreendidos e confiscados e o manual que indica mecanismos para compartir bens confiscados entre países.
Recentemente, o Brasil adaptou sua lei antilavagem de dinheiro aos padrões internacionais. Além da ampliação dos sujeitos obrigados a reportar operações suspeitas de lavagem de dinheiro, a lei disponibiliza ferramentas para uma administração eficiente dos bens apreendidos, o que permite uma destinação útil aos bens confiscados.
“Num mundo cada vez mais globalizado, as condutas delitivas alcançam facilmente proporções transnacionais; a lavagem de dinheiro não seria exceção. Com isso, as medidas de combate a esse crime têm de ser coordenadas em nível internacional. O Lavex é o foro hemisférico onde se desenvolvem melhores práticas aptas a consolidar a cooperação jurídica internacional”, complementa o diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI/Ministério da Justiça), Ricardo Saadi.
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