Governo federal anuncia medidas para assegurar direitos indígenas

Ministros cumprimentam indígena

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinou, nesta sexta-feira (19/04), portarias declaratórias para a demarcação de três territórios indígenas: Guanabara (AM), do povo kokama, com superfície aproximada de 15.600 hectares; Tremembé de Queimadas (CE), do povo tremembé, com de 767 hectares; e Cué Cué Marabitanas (Amazonas), dos povos baré, baniwa, warekena, desano, tukano, kuripako, tariana, pira-tapuya e tuyuka com cerca de 809 mil hectares.

Além disso, durante cerimônia no Dia do Índio, também foi assinada portaria interministerial pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que cria o Comitê Gestor da Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas (PNGATI), com o objetivo de incentivar o uso sustentável das áreas. Para a elaboração dos planos de gestão territorial e ambiental para essas áreas foi anunciada a liberação de R$ 4 milhões. O comitê irá acompanhar e monitorar ações, propor programas e alocar recursos necessários à implementação da política.

A Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas foi instituída por meio de decreto presidencial em junho do ano passado e tem o objetivo de “garantir e promover a proteção, recuperação, conservação e o uso sustentável dos recursos naturais das terras e territórios indígenas, assegurando a integridade do patrimônio indígena e a melhoria da qualidade de vida” dos povos indígenas.

Durante o evento, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a Pasta estuda formas para aperfeiçoar o processo de demarcações. “Nós estamos estudando uma mudança estrutural, em conjunto com a FUNAI, que permita, do ponto de vista estrutural e orgânico, garantir, na melhor forma possível, o direito ao contraditório e à ampla defesa para que não tenhamos tantas impugnações judiciais e a perpetuação de conflitos. É muito importante para os povos indígenas que nós tenhamos soluções seguras do ponto de vista jurídico para que possam exercer seus direitos”, afirmou. O ministro ressaltou que o governo estuda meios de evitar a judicialização de conflitos, porque isso causa demora nos processos.

Inclusão Social – Também foi firmado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) acordo para garantir execução, monitoramento e qualificação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) para famílias indígenas por meio do Plano Brasil Sem Miséria. Ao todo, serão aplicados, até 2014, cerca de R$ 70 milhões para beneficiar 12 mil famílias. Destas, 3 mil de Mato Grosso e do Rio Grande do Sul serão atendidas já nos próximos meses.

Além das ações de assistência técnica, que envolvem a aplicação de R$ 40 milhões, o MDS também disponibilizou R$ 30 milhões para serem repassados diretamente às famílias indígenas, a título de fomento. Este repasse é a fundo perdido, no valor de R$ 2,4 mil para cada uma, em parcelas semestrais durante dois anos, para apoio a atividades produtivas.

A expectativa é que o acordo fortaleça as ações de inclusão produtiva junto às famílias indígenas, além de construir um caminho de superação de ações emergenciais, como as de doação de cestas de alimentos.

Livro relata cotidiano de ex-presos políticos

A Comissão da Anistia, do Ministério da Justiça realiza nesta sexta (05/04) o lançamento oficial do livro Marcas da Memória: História Oral da Anistia no Brasil. O conjunto de relatos é resultado de um extenso trabalho de mais de 100 entrevistas com ex-presos e perseguidos políticos. O esforço demandou três anos de trabalho em parceria com grupos de pesquisa em História das universidades federais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco. As entrevistas retratam o cotidiano nas prisões da ditadura, principalmente daqueles que permaneceram nos presídios por mais tempo durante o regime militar.

Serviço
Local: Auditório Barbosa Lima Sobrinho – Térreo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Pernambuco.
Av. Acadêmico Hélio s/n  – Cidade Universitária, Recife-PE.
Horário: 14 horas.

Publicação sobre memória da ditadura militar no Rio Grande do Sul é lançada

Será lançado nesta segunda-feira (01/04), às 19h, em Porto Alegre (RS) o livro Não Calo, Grito, do Projeto Marcas da Memória. O Projeto é realizado pelo tem parceria da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e parceiros. O livro, segundo seus autores, é uma contribuição para o entendimento da história da ditadura a partir da sua instalação e de seus desdobramentos no Rio Grande do Sul.

“O projeto tem duas qualidades: resgatar e avivar a memória sobre a repressão, fortalecendo nosso espírito democrático e, ainda, agregar uma perspectiva regional que ajuda a compreender o Brasil em toda a sua pluralidade. A Comissão de Anistia tem feito um grande esforço para promover as distintas memórias sobre o autoritarismo, e este projeto seguramente constitui um importante avanço nesta direção”, declara o presidente da Comissão de Anistia e Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão.

Comissão de Anistia – é um órgão do Estado brasileiro ligado ao Ministério da Justiça e composto por 24 conselheiros, em sua maioria agentes da sociedade civil ou professores universitários, sendo um deles indicado pelas vítimas e outro pelo Ministério da Defesa. Criada em 2001,  há dez anos, com o objetivo de reparar moral e economicamente as vítimas de atos de exceção, arbítrio e violações aos direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988, a Comissão hoje conta com mais de 70 mil pedidos de anistia protocolados. Até o ano de 2011 havia declarado mais de 35 mil pessoas “anistiadas políticas”, promovendo o pedido oficial de desculpas do Estado pelas violações praticadas. Em aproximadamente 15 mil destes casos, a Comissão igualmente reconheceu o direito à reparação econômica.

Serviço

Lançamento do Livro Não Calo, Grito

Data: 01/04/2013

Horário: 19h

Local: Memorial do Rio Grande do Sul, Praça Alfândega, Centro Histórico, Porto Alegre

Ciclo 2013 da rede EAD Senasp começa com 137 mil inscrições

Mais de 100 mil profissionais de segurança se cadastraram para o ciclo 2013 de cursos da Rede EAD/Senasp, totalizando cerca de 137.000 matrículas. Profissionais das Polícias Militares, Polícias Civis, Polícias Técnicas, Corpos de Bombeiros Militares, Guardas Municipais e servidores administrativos vinculados às Secretarias de Segurança Pública nos estados terão acesso a novos cursos, como Investigação de Homicidios 2 e Balística Forense, além da versão atualizada de Redação Técnica.

Os estados que mais cadastraram profissionais foram São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Já os 10 cursos mais procurados foram Identificação de Armas de Fogo, Inglês 1, Gerenciamento de Crises, Espanhol Básico 1, Libras, Aspectos Jurídicos da Abordagem Policial, Uso Diferenciado da Força, Crimes Ambientais, Redação Técnica – VA, Análise Criminal.

Os cursos fazem parte da política de educação e valorização profissional da Senasp, Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Entrará no ar também nesse ciclo a TV Senasp, onde os alunos poderão assistir “on demand” os vídeos da Rede EAD, e utilizá-los nas capacitações presenciais. Já as instituições terão uma grade de programação e poderão veicular diariamente vídeos dos cursos já realizados. Para o ciclo 2014 já está previsto o curso Tráfico de Pessoas.

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Primeiro mês do ano registra aumento de 51% de armas entregues

O ano de 2013 começou com um significativo aumento de armas de fogo entregues pela população à Campanha do Desarmamento. Em janeiro, saíram de circulação 3.714 armas de fogo, 51% a mais do que as recolhidas em dezembro do ano passado (2.373). Dados do Ministério da Justiça indicam uma tendência de crescimento desses números desde outubro. No total, desde que foi lançada a primeira Campanha do Desarmamento, em 2004, a população entregou ao governo federal 618.673 armas de fogo para destruição.

                                                                                                     (ilustração: Lucas Sampaio)

No mês de janeiro, São Paulo foi o estado que mais coletou armas, em números absolutos. Foram 929 armas entregues por seus proprietários nos 670 postos distribuídos naquele estado. A Bahia ficou em segundo lugar (876), seguida pelo Rio Grande do Sul (399), Minas Gerais (264) e Rio de Janeiro (239).

Confira tabela completa de entrega de armas por Estado da Federação

A secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, atribui o aumento do número de armas de fogo entregues em janeiro a diversos fatores, entre os quais a parceria com os estados para a implantação de postos de entrega. Em 2012 foram cadastrados 218 postos a mais do que em 2011. “Quanto mais locais para o cidadão entregar sua arma, melhor. Temos que avançar para o interior do país. Contamos com a boa vontade dos governadores para isso”, disse, ao mesmo tempo em que sugeriu a mudança de comportamento da sociedade em relação à violência.

“Na campanha publicitária que está no ar, levamos a mensagem do desarmamento às famílias, levando-as a refletirem sobre os perigos de se ter uma arma de fogo em casa”, explicou, referindo-se aos acidentes domésticos e discussões acaloradas. “A solução desses conflitos poderia terminar pacificamente, não fosse o potencial ofensivo de uma arma de fogo”, avaliou.

Regina Miki destaca também os esforços e ações realizadas pelas organizações não governamentais e pela sociedade como um todo. “A violência é uma preocupação de todos. Ao atender o apelo do governo federal, o cidadão concorda que a arma de fogo não é o melhor instrumento de defesa. Muitas vezes, o que vemos é o cidadão ser vítima da própria arma”, concluiu.

Para saber mais como entregar uma arma de fogo na Campanha Nacional do Desarmamento, acesse www.entreguesuaarma.gov.br.

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Campanha do Desarmamento aumenta em 60% recolhimento de armas no Natal

Aumentou consideravelmente o número de armas de fogo entregues, voluntariamente, na Campanha do Desarmamento na última semana. Foram recebidas 818 armas, o que representa um acréscimo de mais de 60% em relação à semana que antecedeu o Natal (509 unidades).

Os paulistas continuam na ponta do ranking nacional, em números absolutos, com 228 peças entregues na semana passada; seguidos dos baianos com 162 e dos gaúchos com 96. A novidade desta semana foi o estado da Bahia, que vinha mantendo uma média de 10 armas entregues nas duas últimas semanas.

As espécies de armas mais entregues foram: Revólver (358), espingarda (259) e pistolas (73).  A Campanha do Desarmamento contabiliza mais de 64 mil armas de fogo recebidas desde maio de 2011.

Para obter mais informações de como entregar a arma de fogo e onde estão localizados os postos de coletas, o cidadão pode entrar na página da Campanha Nacional do Desarmamento:  www.entreguesuaarma.gov.br

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Bens apreendidos de traficantes são leiloados para financiar políticas sobre drogas

Em 2012, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad/MJ), por meio do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), recolheu um total de R$ 1,74 milhão em quatro vendas públicas de bens apreendidos de traficantes. Essa verba é destinada à promoção de programas e atividades de repressão, de prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social de dependentes de drogas.

Até o final do ano devem ser promovidos mais quatro leilões de bens apreendidos de traficantes de drogas e declarados perdidos em favor da União. Até o momento foram realizados quatro leilões (Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Minas Gerais). Pretende-se realizar outros quatro leilões, nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Mato Grosso.

Todos os leilões superaram as expectativas em mais de 40% do valor mínimo de avaliação. No Distrito Federal o leilão ocorreu em março, e foram vendidos 63 veículos e quatro lotes de eletrodomésticos. A expectativa era de R$ 150 mil e foi arrecadado R$ 323 mil, superando as expectativas em 115%.

Em agosto foi a vez do estado Mato Grosso do Sul, em que a capital Campo Grande leiloou 117 veículos e teve arrecadação de R$ 355 mil, em que a avaliação prévia era de R$ 180 mil, valor superior em 97,2%. No Rio Grande do Sul, o leilão arrecadou R$ 843 mil, em que foram arrematados quatro imóveis, 116 veículos, um lote de joias e uma aeronave. A expectativa era de R$ 500 mil, superou em 68,6%. O leilão realizado dia 17 de outubro na capital mineira, também teve superação nas expectativas em 46%. Em que era esperado pelo menos R$ 150 mil e foi alcançado R$ 219 mil.

Funad – O Fundo Nacional Antidrogas (Funad) é constituído com recursos de bens apreendidos de pessoas condenadas por tráfico ou envolvidas em atividades ilícitas de produção ou venda de drogas. A apreensão dos itens só é realizada após decisão judicial ou administrativa tomada em caráter definitivo, além de outras dotações do orçamento da União. Os recursos do Funad são destinados ao desenvolvimento, à implementação e à execução de ações, programas e atividades de repressão, de prevenção, tratamento, recuperação e reinserção social de usuários de drogas.

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