Inscrições abertas para cursos a distância em Segurança Pública

A Escola Nacional de Serviços Penais (Espen), do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), disponibiliza 18 mil vagas em cursos de capacitação aos servidores que atuam na execução penal em todo o país.

As inscrições para o 28º ciclo da Rede de Educação a Distância poderão ser feitas de 10 a 16 de maio. Os alunos já matriculados podem se inscrever em até dois outros cursos por ciclo, e os iniciantes devem se inscrever em apenas um dos cursos ofertados.

O catálogo de cursos disponíveis e outras informações estão disponíveis no site www.mj.gov.br/ead.

Senasp reúne comandantes das Polícias e Corpos de Bombeiros de todo o país

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) reuniu, nos dias 25 e 26 de março, em Brasília/DF, os comandantes gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares e os chefes das Polícias Civis dos 26 estados e do Distrito Federal, com a finalidade de avaliar ações e propor mudanças para o fortalecimento dessas instituições.

Em grupos temáticos, os dirigentes discutiram desde a importância da padronização na eficiência dos órgãos de segurança pública e defesa social até estratégias para aprovação de propostas legislativas e captação de recursos.

As considerações feitas pelos integrantes do Conselho Nacional de Chefes de Polícia (CONCPC) e do Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e de Corpos de Bombeiros Militares (CNCG) foram sistematizadas e constituem agora um pacto de intenções, chamado de Carta de Brasília.

Os comandantes chegaram à conclusão de que o aprimoramento das atividades de segurança pública requer mecanismos que integrem os órgãos policiais e, ao mesmo tempo, garantam suas especificidades, prerrogativas e atribuições, desonerando-os de atividades alheias às suas funções constitucionais.

O CONCPC e o CNCG propuseram a instalação de um Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para criar diretrizes e normas gerais que subsidiem decisões e posturas institucionais, fomentando a uniformidade das ações e políticas estratégicas.

Os representantes estaduais também se debruçaram sobre a demanda de padronização dos procedimentos voltados à liberação de alvarás de vistoria e funcionamento de estabelecimentos em geral, em conformidade com as diretrizes da Senasp e os anseios da sociedade.

No que diz respeito à integração dos bancos de dados como ferramenta de aprimoramento das forças policiais e de defesa social, os dirigentes argumentaram que é preciso estimular a adesão de todos os estados ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp). Segundo os chefes e comandantes, o principal desafio é encontrar solução para compatibilizar as divergências de tecnologias e plataformas existentes nos estados ou para desenvolver um sistema único que ajuste as diferentes bases de dados já empregadas.

Sobre o sistema prisional, em que as atividades acabam impactando na área de segurança pública, foram sugeridos investimentos na construção de presídios, na replicação de experiências exitosas na ressocialização de presos e na contratação de pessoal especializado para guarda e custódia de presos, além de um envolvimento mais sistemático dos gestores penitenciários no contexto da segurança pública e de um fortalecimento integral do sistema prisional brasileiro.

GT recomenda diretrizes de combate à violência contra a população em situação de rua

O Grupo de Trabalho ‘População em Situação de Rua e Segurança Pública’, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) , acaba de apresentar o resultado final das suas atividades que envolvem aspectos peculiares das ações de enfrentamento à violência contra pessoas em situação de rua em todo o país. O GT, dentre outras atribuições, deveria elaborar o conteúdo de um Procedimento Operacional Padrão (POP) para a abordagem policial da população em situação de rua. Como resultado desse esforço, as sugestões realizadas pelo grupo foram inseridas no POP, que está sendo produzido pela Senasp. Além disso, o GT produziu uma cartilha contendo dez princípios que devem nortear a atuação dos profissionais de segurança pública em ocorrências que envolvem o cidadão em situação de rua, que será publicada pela Senasp.

Em decorrência dos debates que vinham sendo realizados nos últimos nove meses e das recomendações que esses debates geraram, o GT também obteve resposta positiva no que diz respeito à inclusão de uma linha de financiamento nos editais da Senasp específica para projetos de prevenção voltados à população em situação de rua. As diretrizes e recomendações construídas pelo GT irão nortear a aprovação das propostas submetidas à análise da Secretaria.

Outro destaque dos trabalhos do GT foi a inclusão de uma linha de cursos com a temática da população em situação de rua nos editais educacionais da Senasp, para apoio a projetos estaduais de formação continuada de profissionais de segurança pública. Ainda na área de formação dos profissionais de segurança pública, a partir da recomendação do GT da necessidade de produção do conhecimento na temática, a Senasp inseriu em seus editais de pesquisa uma linha específica tratando do tema população em situação de rua e segurança pública. Graças às atividades do GT, já foram aprovados dois projetos com este tema no último edital de pesquisa.

Por outro lado, ao passar por processos de revisão, os cursos da Rede de Educação à Distância da Senasp irão acatar as contribuições do GT, que sugeriu a inclusão da temática no material complementar a ser recebido pelo aluno. A produção de conteúdo do grupo resultou ainda na incorporação de apontamentos específicos do tema da população em situação de rua e de outras temáticas na Matriz Curricular Nacional para Ações Formativas dos Profissionais da Área de Segurança Pública e na Matriz Curricular Nacional para a Formação das Guardas Municipais, que foram submetidas ao GT. O GT também foi importante na aprovação das informações contidas no capítulo sobre a população em situação de rua da cartilha ‘Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade’, que será publicada este ano, pela Senasp.

Todos esses produtos foram divulgados após a 5ª e última reunião do GT, realizada entre os dias 8 e 10 de abril, em Brasília/DF. Além dos resultados apontados, os debates possibilitaram consolidar recomendações que subsidiem a Senasp na indução de políticas públicas de prevenção à violência cometida contra a população em situação de rua. Dentre as principais sugestões apontadas pelo GT no decorrer das reuniões que se iniciaram em julho de 2012, está o apoio da Senasp na elaboração de pesquisas; no levantamento de dados criminais sobre a temática e na realização de campanhas de sensibilização de enfrentamento aos crimes cometidos contra as pessoas que vivem nas ruas.

Recomendações

Para o combate à impunidade, o GT recomendou a priorização da elucidação dos homicídios e dos inquéritos referentes a pessoas em situação de rua; a priorização da investigação para a identificação de grupos de extermínio; a criação de Departamentos Especializados em Grupos Vulneráveis dentro das estruturas estaduais de Polícia Civil; a formação dos profissionais de segurança pública para qualificação da investigação de crimes contra a vida da população em situação de rua; o georeferenciamento dos crimes contra a vida dessa população, a partir da criação de um Observatório Nacional de Segurança Pública; o monitoramento e acompanhamento da elucidação dos crimes contra a vida desse grupo populacional e a inclusão, no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp), de campos de identificação e qualificação das vítimas de CVLI da população em situação de rua.

O GT recomenda também que a Senasp auxilie projetos e ações de prevenção que promovam a resolução não violenta de conflitos relacionados à população em situação de rua; que contemplem a interação dos movimentos e entidades de defesa dos direitos desse grupo populacional com profissionais de segurança pública e que promovam cursos para policiais e guardas municipais conhecerem a rede local de proteção à pessoa em situação de rua, desconstruírem preconceitos e garantirem os direitos dessas pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Ao encerrar suas atividades, o Grupo de Trabalho apresentou os resultados ao Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-RUA), em encontro realizado no dia 10/04, na Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). O GT recomenda que a SDH monitore situações de violação dos direitos humanos de pessoas em situação de rua ocorridas nos equipamentos de assistência social; fortaleça os canais de comunicação para denúncia, a exemplo do Disque 100, e que promova a adaptação dos programas de proteção a vítimas, testemunhas e pessoas ameaçadas, com base nas demandas dessa população.

O GT foi criado pela Senasp em dezembro de 2011, por meio da Portaria nº 53, em conformidade com a Política Nacional para População em Situação de Rua, que assegura a este segmento o acesso aos programas governamentais. Além da Senasp, os debates do GT contaram com representantes das Polícias Militares e Civis; das Guardas Municipais; do Movimento Nacional da População de Rua; do Fórum de População de Rua de Belo Horizonte; do Grupo de Trabalho da População de Rua de Curitiba; do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Senasp promove Simpósio de Segurança Pública na Fronteira do MT

Com o objetivo de discutir a gestão integrada de ações policiais, bem como a busca da padronização das atividades no enfrentamento à violência e criminalidade na região, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) realiza, nos dias 16 e 17 de abril, em Cáceres/MT, o VI Encontro Técnico da Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras (Enafron) e o I Simpósio de Segurança Pública na Fronteira do Estado de Mato Grosso.

Entre os principais temas a serem abordados estão investimentos e execução de convênios com o governo federal, análise de propostas de integração, cooperação no Arco Central da fronteira e modelos utilizados pelas instituições para apresentação de projetos. A Polícia Rodoviária Federal também estará presente para mostrar inovações tecnológicas de monitoramento fronteiriço.

No âmbito do Simpósio, estão previstas Mesas Redondas sobre inteligência de segurança pública; estruturas tecnológicas de controle e monitoramento fronteiriço e cooperação da Senasp com os Gabinetes de Gestão Integrada (GGI) Municipal (de Cáceres), de Fronteira e do Mato Grosso. Esses assuntos continuarão a ser debatido no Encontro Técnico, porém com abrangência nacional, envolvendo as ações implementadas no primeiro trimestre deste ano, em todos os 11 estados de fronteira – Acre; Amazonas; Amapá; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Pará; Paraná; Rio Grande do Sul; Rondônia; Roraima e Santa Catarina.

O encontro abrirá espaço para a apresentação dos resultados das operações simultâneas e contará com grupos de discussão para elaboração de um guia orientador para os GGI, nas diversas instâncias, e para as Câmaras Temáticas de Fronteira.

Também será posto em apreciação o papel das Forças Armadas no enfrentamento à criminalidade na fronteira, com a participação de integrantes do Centro de Comunicação e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMEX) e do Comando Militar do Oeste, responsáveis pela implementação da primeira etapa do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Dessa forma, a Senasp pode auxiliar na articulação entre os estados e o Exército Brasileiro, além de viabilizar a possibilidade de integrar as ações dos Ministérios da Justiça e da Defesa, para aporte alinhado de recursos federais na proteção das fronteiras.

Após o evento, a comitiva da Senasp orientará técnicos quanto à celebração de convênios; estrutura de projetos de acordo com o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv); trâmites necessários para reformulação dos planos de trabalho e medidas para correta prestação de contas. No dia 18/04, haverá visitas técnicas aos municípios de Cáceres e Porto Esperidião, para conhecer de perto as atividades e as instalações do Comando Regional da Polícia Militar; Delegacia Regional da Polícia Civil; Perícia; Canil Integrado; Centro de Comando, Controle e Inteligência e da sede do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

Programa Crack, é Possível Vencer entregará bases móveis

O ministro José Eduardo Cardozo, acompanhado da Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, visita a base móvel do programa “Crack, É Possível Vencer”

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recebe nesta terça-feira (dia 11), em São Paulo, as chaves da primeira base móvel de monitoramento do programa Crack, é Possível Vencer. As bases – ônibus equipados com câmeras e computadores e que podem ser usados em ações de observação e investigação – serão utilizadas para monitoramento nas cidades que já aderiram ao Programa. Com investimento de R$ 49 milhões, 70 unidades chegarão aos 27 estados.

O programa Crack, é Possível Vencer, é executado em parceria pelos ministérios da Justiça, da Educação da Saúde e do  Desenvolvimento Social e os governos estaduais e prefeituras. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Diz que a importância do programa de enfrentamento ao crack pode ser medida pela adesão de dezenas de municípios e de, até agora, 14 estados.”A base móvel é mais um instrumento que o Ministério da Justiça entrega para ajudar na luta contra as drogas”, diz o ministro.

Clique e ouça a entrevista do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o funcionamento das bases móveis

Desde 2012, programa Crack é Possível Vencer entrega equipamentos de segurança pública para as unidades da federação. Fazem parte desse pacote armas de menor  potencial ofensivo, motos, carros, entre outros. Em maio, começará a  entrega das bases móveis de segurança. Além das 20 câmeras, que permitem a visualização da venda e do consumo de drogas, os ônibus têm banheiro e funcionam como escritórios bem equipados.
A esquerda, um dos ônibus que constituem as bases móveis de monitoramento do Programa Crack, é possível vencer

 

Para a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, a tecnologia é uma aliada da polícia na vigilância dos espaços urbanos.

“É de vital importância o uso das bases móveis para aumentar a vigilância nas ruas. Cada vez mais, estamos tornando os locais públicos realmente seguros, dando tranqüilidade ao cidadão”.

As bases serão doadas aos estados com manutenção incluída durante dois anos, o que permitirá as unidades da federação à incorporação desses valores a seus orçamentos com tranquilidade.

Clique e ouça a entrevista da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki

Numa primeira etapa, as bases móveis serão entregues para os estados que aderiram ao Programa: Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Ceará, São Paulo e Distrito Federal. E posteriormente a todos os estados brasileiros.

Pensando Direito lança convocação para pesquisadores em temas criminais

O Projeto Pensando o Direito, parceria entre a Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça (SAL/MJ) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), lança convocação para pesquisadores bolsistas acompanharem estudos em temas criminais, penitenciários e de segurança pública. Os pesquisadores precisam ter mestrado ou estar regularmente matriculados em curso de doutorado nas áreas de ciências humanas ou ciências sociais aplicadas; ter experiência em pesquisa empírica, preferencialmente nas temáticas relacionadas aos estudos desenvolvidos e ter disponibilidade de atuação presencial em Brasília. As inscrições vão até o dia 4 de abril.

A chamada visa o acompanhamento e a avaliação de pesquisas empíricas com potencial para a qualificação de propostas legislativas e medidas administrativas voltadas à consolidação da proteção ao cidadão, das garantias aos acusados e vítimas, da efetividade de aplicação da lei penal e do mínimo de intervenção violenta do Estado.

Os pesquisadores selecionados irão contribuir com as equipes do Ipea e da SAL/MJ na produção e validação de termos de referência e instrumentos de pesquisa. Também cabe aos pesquisadores a eleboração de relatórios críticos sobre o material produzido com o objetivo de contribuir para a melhoria do arcabouço jurídico-legislativo brasileiro;

Pensando o Direito
Criado em 2007 para promover a democratização do processo de elaboração legislativa no Brasil, o projeto Pensando o Direito é uma iniciativa da SAL/MJ. A partir do lançamento de editais para a contratação de equipes de pesquisa, o Projeto mobiliza setores importantes da sociedade, como o grupo acadêmico, instituições de pesquisa, Organizações Não-Governamentais, com o objetivo de realizar estudos de caráter empírico e/ou aplicado que contribuam para a produção de leis e demais atos normativos com maior efetividade perante a realidade social.

Serviço
Chamada Pública nº 020/2013 – Projeto “Pesquisa empírica e política legislativa: acompanhamento e avaliação das pesquisas em temas criminais e penitenciários a serem conduzidas no âmbito do projeto Pensando o Direito em 2013”

Vagas para Assistente de Pesquisa III (Mestre) ou Assistente de Pesquisa IV (Doutorando)
Prazo de inscrição: 21 de março a 04 de abril de 2013.
Resultado: a partir de 15 abril de 2013.
Início da bolsa: a partir de maio de 2013.

São 2 vagas, para Assistente de Pesquisa III (Mestre), com bolsa de R$ 2.500,00 ou Assistente de Pesquisa IV (Doutorando), com bolsa de R$ 3.000,00.

Clique aqui e acesse o edital da Chamada Pública IPEA-PNPD _ seleção de candidatos
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Ministro da Justiça participa de Comissão Geral sobre Segurança Pública

Começam a ser debatidos nesta semana, no Plenário da Câmara dos Deputados, projetos relacionados à segurança pública e a violência no trânsito. A Comissão Geral (sessão plenária de debates) sobre esses temas será realizada nesta terça-feira (19), e as propostas consideradas prioritárias podem começar ser votadas já na quarta-feira (20), em sessão extraordinária.

Poderão entrar na pauta, por exemplo, projetos como o PL  4471/2012, que determina a instauração de inquérito nos casos de homicídios cometidos por policiais durante o trabalho. Até agora esses crimes são registrados como resistência seguida de morte ou ato de resistência, e pressupõe-se que houve legítima defesa do policial, sem que sejam realmente apuradas as circunstâncias do episódio.

Outro projeto previsto é o PL 4264/12, do Executivo, que cria indenização para policiais federais, policiais rodoviários federais e auditores da Receita Federal em exercício em localidades fronteiriças estratégicas para a prevenção, o controle, a fiscalização e a repressão de delitos.

Para o debate em Plenário sobre Segurança Pública e Violência no Trânsito participam Entre os convidados estão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar; o secretário da Defesa Social de Alagoas, Dário Cesar Barros Cavalcante; o secretário de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Carvalho Ferraz; e o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira.

Serviço
Comissão Geral para debater segurança pública e violência no trânsito
Data: 19/03/2013
Horário: 10h
Local: Plenário Ulysses Guimarães

Aliança Brasil e Japão para segurança é fortalecida em evento

Técnicos da Senasp, Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, participam em Belo Horizonte do IV Seminário Internacional de Policiamento Comunitário – Sistema Koban.  Esse sistema  é um modelo de Policiamento Comunitário praticado no Japão desde 1874, baseado na visualização do policiamento através dos postos policiais e na sua interligação por meio de patrulhas a pé, em bicicleta, veículos motorizados e embarcações. O Ministério da Justiça já realiza convênios desde 2008 com o governo japonês para a capacitação de profissionais de segurança brasileiros nesse sistema e atualmente é estuda a renovação nesse convênio. O modelo japonês caracteriza-se pelo patrulhamento preventivo e ostensivo a pé e de bicicleta. Nele, os policiais busca opiniões, sugestões e solicitações dos moradores e, assim, moldar as operações policiais de acordo com as necessidades específicas de cada comunidade.

O diferencial da polícia japonesa são as visitas às residências, ao comércio e aos negócios em geral, para repassar orientações sobre prevenção de crimes e acidentes, além de conhecer os problemas e solicitações dos moradores. As atividades são realizadas por policiais alocados em postos de polícia, geralmente localizados em esquinas e conhecidos como koban e, em postos de polícia maiores, do tipo residencial, conhecidos como chuzaisho. Eles ministram aulas sobre segurança no trânsito e fiscalizam situações relacionadas. Repassam orientações aos jovens e adotam medidas preventivas para inibir a delinqüência juvenil. Custodiam pessoas alcoolizadas, crianças perdidas e outras pessoas que necessitam de ajuda.

A aliança Brasil – Japão por intermédio da JICA trouxe  benefícios no treinamento e capacitação de agentes de segurança pública, com o objetivo de se mobilizar a sociedade, mudar a estratégia de prevenção das instituições de segurança e proporcionar maior tranquilidade.

O seminário internacional será importante para promover a troca de informações entre os técnicos do Governo do Japão e profissionais de segurança pública brasileiros. Tendo em vista que a parceria entre os dois Governos na área de segurança pública está sendo negociada, o seminário representa a oportunidade que as estratégias de implantação do modelo japonês de policiamento comunitário no Brasil sejam debatidas e aperfeiçoadas.

O evento se realiza de 15 a 17 de março no Auditório do EXPOMINAS, e contará com a presença de autoridades governamentais japonesas e mineiras, empresários e convidados de diversos segmentos da sociedade e da economia. Em paralelo é realizado o segundo Festival do Japão em Minas e o Primeiro Encontro Internacional Brasil-Japão.

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